Juliano
Ramos Torres (1111)
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Poema
Homo
Insapiens
Àqueles que aprenderam
como nunca mais pensar,
Às mentes que se foram para nunca mais voltar,
Aos homens submissos aos poderes de um altar,
A uns que se confortam sob a tela a adorar;
Um cérebro do morto
controlando as multidões,
Idéias resumidas evitando confusões,
Poder insuperável dita as regras das nações,
Controle do universo ocultando sem razões.
Se sabe que há
algum poder bem à frente
Um poder sustentado nas costas da gente
Do povo que vive tão calado e contente
Com “panis circensis”, um sorriso demente.
E, se jogavam num mau
fogo que arde,
Não entendem, e agora já é tão tarde,
Que o tal fogo tão cruel e covarde
São eles que controlam sem alarde.