Roberta
Cassiano
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Redação
Favelização
X Sustentabilidade
O processo
de formação do Brasil tem sido há muito tempo injusto
e excludente. Durante toda a história brasileira, observamos
uma tendência às desigualdades, que geram diferentes fenômenos
sociais negativos, dentre os quais é possível destacar
um que permanece assombrando o país, o processo de favelização.
Historicamente,
um importante marco propulsor desse problema foi a abolição
da escravatura. Recém-libertados e sem um destino e sem um destino
certo, os negros, em especial no Rio de Janeiro acumulavam-se em moradias
precárias nos morros ou em cortiços. Além desse,
outro fator que acelera o crescimento das favelas é o êxodo
rural, que continua inchando os centros urbanos, que já não
capazes de receber tais fluxos migratórios.
Além
disso, o crescimento das periferias interfere em uma série de
outros problemas sociais que passam por aumento da violência,
precária saúde pública devia à falta de
saneamento nessas áreas, problemas habitacionais e um evidenciação
por falta de infra-estrutura e uma evidenciação da segregação
social no Brasil, criando uma realidade periférica caótica.
Em um
primeiro momento, é impossível fugir de medidas assistencialistas.
É preciso que a situação dessas moradias seja regularizada
e que o serviço público se faça presente nessas
áreas com intensificação de programas sociais e
propagação de condições básicas à
sobrevivência, como saúde, educação e higiene.
Posteriormente
torna-se necessária uma análise mais profunda dessa questão,
que inclui incentivos às áreas rurais para evitar fluxos
migratórios e também a criação de empregos.
Porém, a favelização já é uma realidade
assustadora, que deve rapidamente começar a ser considerada em
prol da sustentabilidade do país.