Tatiane
de Paula e Rafaela Lopez (1121)
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Poema
Minha
vida é um sombrio labirinto,
Enorme, complicada e sem saída,
Onde procuro a razão de minha vida,
Onde não exprimo tudo o que sinto.
Nesse andar incessante
pressinto
Que a esperança que procuro, perdida,
Foge de mim; e apesar de toda lida,
Desfaz-se em fumaça como fogo extinto.
Mas quem sabe um belo
dia,
Ao acordar de mais um devaneio,
Possa encontrar por fim a moradia,
Com que tanto sonho, por
que tanto anseio;
E esse corpo que a vida desafia
Possa descansar eternamente sem receio.